segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O assassinato na rua dos pinheiros

 Paula estava indo para o seu velho ponto. Fazia já uns três anos que ganhava a vida com seu corpo – no começo de sua carreira, todos queriam pegar, olhar e experimentar seu corpo. Ganhava mais que o dobro naquela época de dinheiro; agora se sentia como se fosse uma puta velha que ninguém quisesse mais comer, não era mais o brinquedinho favorito de seus clientes. Paula andou e andou e finalmente chegou ao seu destino: ficou horrorizada com a cena que encontrou na rua em que ela e outras mulher trabalhavam. A sua amiga e parceira da noite estava lá, num poste enforcada. Preso por uma corrente a seu pescoço uma placa escrito com sengue, ameaçava “for prostitutas”: era o começo de mais uma loucura. Paula saiu correndo aterrorizada. Correu, correu e correu. Tinha uma sensação estranha, sentia fortemente que o assassino de sua colega estava lhe perceguindo. Correu mais ainda, viu um vulto na rua atraz dela que parecia se aproximar mais e mais. Correu assustada até a casa de sua mãe, era a única que poderia lhe ajudar e que morava mais perto de onde ela batia ponto. Correu e finalmente chegou, bateu na porta de sua mãe com desespero:
-Mãe, por favor me deixa entrar! Acho que tem alguém me perseguindo. Mataram uma das mulheres que trabalhavam comigo e agora querem me matar também! Me deixa entrar – gritava Paula desesperada, mas ninguém respondeu. Não sabia se sua mãe estava lhe ignorando para cumprindo sua promessa de esquecer Paula ou se simplesmente não estava em casa. Tentou subir nas grades do portão da casa e falhou inutilmente. A sombra se aproximava cada vez mais. Se aproximou tanto que Paula conseguia enxergar, tinha uma capa sinzenta que cubria todo o seu corpo, numa das mãos uma pistola e na outra uma corda – que, pensou Paula, era para lhe enforcar como fez com sua colega. Tentou correr, mas levou um tiro no peito antes que pudesse e depois outro e outro.
Sua cabeça no chão, na lama e uma sensação e dor horríveis lhe faziam tremer descontroladamente. Chorava e implorava para o malfeitor que não lhe matasse. Nesse meio tempo o mau amarrava a corda que usaria para lhe enforcar numa arvore. Paula se lembrava daquela arvore, era a arvore da qual brincava com sua irmã quando era pequena. Ficava o dia inteiro nela, fantasiando e brincando com sua irmã; até que um dia sua irmã caiu de árvore de cabeça e morresse na sua frente agonisando – é irônico, nós duas morreremos na mesma árvore – pensava Paula – eu ate riria disso tudo se não doesse tanto o meu peito. O maufeior amarrou a corda no seu pescoço. Quando foi enforcar Paula um policial gritou “ei! O que esta fazendo, pare!”, mas ele não parou então o policial atirou. Paula sentiu-se aliviada.
 Foi uns 6 tiros, deve ter descarregado todas as balas da pistola no assassino. Uma delas acertou na perna de Paula que já tinha sido almejada no peio. O policial chegou bem perto do assassino e disse apontando a arma para a cabeça do homem “só eu posso matar pessoas na minha rua” dando um sorriso e logo descarregando sua pistola novamente na cabeça do desgraçado. Logo disse “agora é sua vez sua puta”. Paula sentiu-se mais horroerizada do que sentia-se anes.
-Em situações normais eu te mataria com um tiro na cabeça e diria para meus superiores que não foi eu que lhe matei, mas sim o assaltante que furtava os bens da pobre moça. Mas isso é perfeito! É maravilhoso! – riu numa gargalhada que revelava sua loucura. –como as circunstãncias são adversas, pois o homem que ia te mapar era louco, como eu: posso fazer o que quiser com você! Ah! Ah! Ah! – se aproximou dela falando essas palavras. Paula estava muito apavorada ; a alguns segundos achava que tinha saído de uma morte horrível enforcada – na hora que ia ser enforcada, tinha aceito seu destino, a morte, mas agora não conseguia aceitar novamente; o homem que era suposto salva-la estava agora a quase lhe matar... e isso era horrível, a frustração, a quebra de expectativas (pior até que a morte) – e agora de novo, isso é loucura.
O policial se aproximou mais e mais até que estivesse próximo o suficiente para toca-la. Como ele tinha dito a sua morte não seria uma morte muito “norma”. Pegou a arma, obrigou Paula a abrir as pernas e enfiou o cano da arma em sua vagina. Começou com o velho “vai e vem” que as prostitutas eram tão acostumadas. Paula por ter sido baleada no peito, perdia muito sengue, ficando mais fria e fraca a cada momento; assim não podendo resistir a violação. Estranhamente sentiu prezer naquilo, apezar de negar para si mesmo, sabia que mesmo se estivesse forte o suficiente para combater o abuso não o faria. O risco lhe excitava, a censação de que a arma podia disparar a quelquer momento lhe furando de baixo para cima era incrível. Estava no seu extaze, ao invez de de gritar de desespero, gritava de prazer. O homem parou um pouco o vai e vem com a arma para coçar a nuca com a arma, estava lhe comichando muito: coçava com força a nuca com a arma enquento dizia “Gostou né sua vadia, eu sabia que iria gostar. Todas gostam. Sabe o que eu sou? Eu sou um deus. Eu liberto as pessoas  delas mesmas. Eu destruo os seus sentimento de autopreservação dando a certeza que vão morrer. E depois... bem lhes dou os melhores preseres de todas as suas vidas. Uma garnde adrenalina, não? Tenho certeza que...” quando foi terminar a frase a arma disparou, explodindo seu crâneo. Pedaços de cérebro e ossos jorravam par tudo que era canto. Paula ficou atordoada de mais para entender o que tinha acabado de acontecer.
Levantou do lodo de sengue, dos pedasos de crâneo e cérebro dos dois homens que quase lhe mataram e da lama. Foi rastejando tristemente até a porta da casa de sua mae para tentar se abrigar em algum lugar. Foi se arrastando até a casa de sua mãe. Viu a arvore onde sua irmã morreu e que ela teria sido morta e pensou “qual é a chance de ser quase morta por dois psicopatas na mesma noite e sair viva? E o pior, gostar de ser estuprada por uma arma...”. Bateu na porta com a pele já muito pálida, tinha perdido muito sengue e gritou. Não se sabe direito quanto tempo ficou a bater à porta e gritar, mas é fato que a sua mãe abriu. Sabe-se que quando a porta foi aberta, Paula viu sua mãe assegurando uma shotgum. Apontou a arma para Paula dizendo “pelo bem divino” e atirou uma vez, Paula coloca os beços na frente para se defender , o que faz com que eles voassem longe sendo amputados instantaneamente com o impacto do tiro. O segundo foi precedido com sua mãe dizendo “Não aceito nenhuma puta como filha. Devia ter caído de cabeça da árvore no lugar de sua irmã sua devassa”, daí se escutou o segundo tiro a queima roupa no peito – é bem provável que Paula tenha morrido com esse segundo tiro – se não morreu teve um terceiro na cabeça, e um quarto, e um quinto, e um sexto que garantiam.
Vendo os três corpos em frente a sua casa a mãe de Paula termina enfiando o grande cano de sua arma divina em sua boca e atirando. Assim terminou o dia dos quatro.

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